Revisão do Parapente

Garantindo a Segurança e Performance de Seu Voo.


Esta semana estive em Leopoldina-MG levando alguns de meus parapentes para revisão na Adventure Planet, de nosso amigo Túlio Subirá.


Apesar de todo meu conhecimento técnico em projetos de parapentes e habilidades para manter meus equipamentos sempre em ordem, chega um momento em que precisamos da ajuda de um profissional qualificado e com os equipamentos adequados para ajustes mais refinados e resultados mais precisos em nossas velas.


Todo parapente tem caraterísticas de construção, pilotabilidade e materiais que estão constantemente sendo desgastados e vão apresentando pequenas (ou grandes) alterações.


As principais alterações que atingem todos os parapentes são a simetria das linhas (por cargas diferentes aplicadas) e a resistência do tecido (por abrasão e raios UV). As costuras e pontos de ancoragem também podem sofrer desgastes por tensão ou uso descuidado.


A primeira coisa que todo piloto deve ter em mente é que existe uma sequência de impacto de fatores em seu parapente, desde novo, da seguinte forma: 1o. Assentamento de carga nas linhas

Mesmo uma vela nova, quando se pega, ainda não está totalmente dentro dos parâmetros do projeto. Somente após umas 5h de voo ocorre um assentamento adequado das linhas.

2o. Ocorrência de assimetria nas linhas pelas galerias

Com o uso e tensão aplicada, é natural que as linhas sofram cargas de maneira não linear e isso provoca alongamento de algumas linhas e encurtamento de outras. Após umas 20h de voo é recomendado uma revisão de medidas, com aplicação de carga, em todas as linhas e medição de simetria para eventuais ajustes por carga aplicada.

3o. Desgaste do tecido por abrasão e ação de raios UV;

A cada dia de voo aplicamos fatores de desgaste mecânico no tecido de nossos parapentes. Expomos nossas velas ao sol (raios UV) e também o arrastamos pelo chão (grama, carpete, terra etc). Esses fatores, aplicados ao longo de meses, vão levando os tecidos ao limite de sua durabilidade e consequente vida útil do parapente.


Para o evento 3o não existe recuperação, apenas podemos ter cuidados e fazer o monitoramento nas revisões para não sermos pegos de surpresa pelo fim da vida útil do parapente em pleno voo.

Para o evento 2o, que é o mais recorrente, temos as oficinas de manutenção que podem fazer os procedimentos de medição e reajuste com técnicas e equipamentos adequados.

O evento 1o pode ser acompanhado por qualquer piloto com um mínimo de interesse e de posse do manual de seu equipamento, lembrando que este é efetuado somente uma vez.


Todo parapente sai de fábrica com medidas padrões e margens de tolerância dentro das quais o equipamento pode operar. As revisões feitas nas oficinas nos garantem uma visão realista do nível de desgaste dos tecidos e identificam, quando há, assimetrias além das permitidas que podem ser reajustadas com a troca de linhas ou até a simples aplicação de alongamentos ou encurtamentos com as técnicas de loops ou modificações das costuras das linhas.

Eu aproveitei uma viagem que estava fazendo e, no retorno, passei na oficina Adventure Planet para retrimar meu parapente principal, que uso para XC e expedições Trekking & Fly.

Estou na 3a temporada de uso do Gyps (vela EN-D light da LittleCloud), que deve ser minha última com ele, e sempre cuidei bem de seu material, da simetria e da trimagem.

Uns 2 meses atrás troquei algumas linhas em Mateus Leme-MG e passei uns 2 finais de semana ajustando trimagem, em Araxá-MG e em Guarda Mor-MG. Depois das reconfigurações voei umas 20h com a vela e percebi que precisava de um ajuste mais fino, o que me levou à Adventure Planet.

O Túlio Subirá me atendeu super bem, já havíamos combinado essa visita, e o tempo todo focou em fazer o trabalho com precisão e ainda com o mínimo de custos extras (nenhuma linha precisou ser trocada).


Aproveitei que estava na oficina e também fiz uma medição de porosidade do meu brinquedão Spiruline GT2 (minivela EN-B da LittleCloud). A minivela é super nova, mas fiquei curioso para conferir.


O que gostaria de salientar é que é um serviço muito barato para um retorno tão grande na recuperação da precisão de pilotagem e garantia de retorno de performance de nossos parapentes, além da questão da segurança.















A grande cereja do bolo foi subir a rampa de Leopopo (como chamávamos Leopoldina no passado) e decolar depois de mais de 15 anos nessa bela montanha para testar a vela.

Valeu Tulinho!!! Valeu Buiu!!! Valeu Adventure Planet!!!


CB

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